Focada na aceleração da coprodução Ibero-americana, a iniciativa visa potencializar o desenvolvimento de obras e facilitar o acesso de produções independentes ao mercado global
Lançada na última sexta-feira na Semana del Guión, em Cali, na Colômbia, a Atlântica Guion nasce da união de três laboratórios de roteiro — Algo en Común, da Colômbia; Histórias Que Viajam, do Brasil; e IsLABentura, da Espanha — com o objetivo de acelerar a coprodução ibero-americana desde a etapa de desenvolvimento das obras.
A iniciativa também busca fortalecer a formação em roteiro, ampliar o intercâmbio entre criadores e produtores de diferentes territórios e facilitar o acesso de produções independentes ao mercado global.
O lançamento contou com a presença e o apoio de representantes de instituições e profissionais do setor audiovisual ibero-americano, entre eles: Natacha Mora, diretora de Canary Islands Film, do Departamento Audiovisual do Governo das Canárias (Espanha), Comissão Fílmica de Cali, da Secretaria de Desenvolvimento, Maria Paula Hernández, líder do Valle al Cine, da Gobernación del Valle, FIPCA, representada por Arturo Montenegro (Panamá), Alexandra Cardona, da Redes — Red Colombiana de Escritores Audiovisuales, Elkin Zair Manco, diretor executivo da Academia Colombiana de Cine e representante da Federação Ibero-Americana de Academias de Cinema, Johanné Gómez, Gerylee Polanco, diretora do Festival Internacional de Cine Cali (Colômbia) e Diana Narváez, directora de Panda Scout, curadora y analista audiovisual.
Coprodução desde o desenvolvimento
Principal pilar da Atlântica é promover a coprodução orgânica desde o argumento. “Nos unimos sob a convicção de que o intercâmbio cultural deve transcender as fronteiras das telas para se tornar um ecossistema de cocriação expandida”, conta Maria José Manso, diretora do IsLABenturaCanarias.
A proposta nasce do objetivo comum de promover a formação em roteiro adaptada às necessidades de cada território, fortalecer o intercâmbio de conhecimento entre criadores e produtores de diversos formatos por meio de coproduções competitivas em nível global.
“Entendemos que nossas culturas já não são periféricas, mas o centro de um novo mapa narrativo”, afirmou Andrés Felipe Muñoz Anduquia, diretor da Fundação Algo em Común ao lembrar que a Iberoamérica é uma das maiores regiões linguísticas e culturais do mundo.
Alcance global
Roberta Miller, criadora e coordenadora do Histórias que viajam, ressaltou que uma em cada doze pessoas no mundo é ibero-americana. “Somos mais de 600 milhões de pessoas. Esse é o tamanho do alcance de nossas histórias. A integração entre atores da cadeia criativa fomentada pela Atlântica fará com que mais projetos desenvolvidos para essa audiência, ou seja, mais produções capazes de construir pontes entre diferentes culturas, cheguem ao mercado”.
A rede de colaboração em torno da Atlântica também é estratégica para a sustentabilidade da produção independente criando possibilidades de circulação e distribuição, por um lado, e por outro porque disponibilizará um portfólio de projetos ibero-americanos para a indústria de entretenimento mundial.
Matheus Colen, coordenador do Histórias que viajam, citou dados da pesquisa Digital TV Research: “Existem mais de 1,6 bilhão de assinaturas de streaming (SVOD) ativas em todo o mundo. No cenário ibero-americano estima-se que existam mais de 130 milhões de assinaturas ativas de streaming (SVOD). Esse mercado projeta uma expansão acelerada, devendo alcançar a marca de 165 milhões de contas pagas até 2029. Isso demonstra que a indústria necessita das narrativas produzidas no ecossistema da Atlântica”.
Nos próximos meses, a Atlântica promoverá encontros virtuais para roteiristas ibero-americanos com o objetivo de fomentar a circulação e o intercâmbio de conhecimento, analisar a situação atual da profissão nos três países, identificar necessidades e realizar os primeiros workshops de capacitação online, que serão anunciados em seu site oficial.
Serviço
Saiba mais em: https://atlanticaguion.com
Informações: hola@atlanticaguion.com










